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Mensagens - Mafi

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Sugestões das fãs para as fãs / Re: Nicole Jordan
« em: Dezembro 06, 2012, 21:44:24 pm »
Eu li o 2º da autora - "A Paixão" que gostei imenso, pena que tenham deixado de apostar nesta autora (pelo menos parece-me pois o último livro já saiu no ano passado, e até agora nada)

Opinião - A Paixão
“A Paixão” vem na sequência de "Sedução", primeiro livro da série Notorius, uma série não sequencial, que pode ser lida sem ser por ordem. Eu própria já li o 1º livro, e apesar de ser uma leitura satisfatória não achei nada por aí além. Por isso as expectativas para este segundo volume eram baixas, e foi melhor assim. É um livro giro e que acabou por me surpreender.

Antes de começar a opinião quero apontar um factor que quase me fez a não ler este livro.O 2º volume saiu no ano passado, pela colecção Tiara que actualmente está mais focada em reedições do que em novos lançamentos. Não sei como fica esta autora no panorama nacional, visto que  este ano não houve nenhuma novidade por parte de Nicole Jordan. Fico triste pois achei o conceito inicial da Tiara muito bom e de valor. Infelizmente esta e outras autoras ficaram paradas.

Ora bem passando à opinião do livro, “A Paixão” inicia-se em 1813, numa altura em a Inglaterra estava em conflito com a América. Já no 1º livro conhecemos um pouco de Nicholas Sabine, um americano que tem uma frota de navios. Infelizmente, com a guerra, a Inglaterra considera culpado qualquer navio armado americano, e Sabine é dado como pirata e tem como destino a morte.

Do outro lado temos Lady Aurora, a protagonista, uma moça tímida, muito protegida pelo seu pai. Após o desaparecimento do seu amado, o pai arranja-lhe um novo pretendente, ou seja irá brevemente casar forçosamente, contra a sua vontade.

Os dois amados irão encontrar-se espontaneamente nas ilhas britânicas, onde Aurora fica chocada com a forma como Nicholas é tratado e condenado à morte. Este, aproveitando-se da sua simpatia e pena, e com receio de deixar a sua meia-irmã abandonada, propõe um casamento de conveniência de modo a salvaguardar o futuro da irmã ilegítima, Raven. Depois de alguma hesitação, a moça cede e lá se casam, um dia antes da sentença de Sabine, tendo ainda tempo para consumar o seu casamento, ou seja fazerem amor. Com este matrimónio, Aurora desperta a sensualidade que há em si, nas várias cenas de amor e sexo que envolvem este acontecimento. Claro que uma das consequências deste casamento foi o desafio e a desobediência que Aurora fez contra o seu pai e que a irá perseguir até ao fim do livro, embora sinta que tomou a decisão justa.

Nicholas é condenado, ou pelo menos assim pensa o leitor, até à segunda parte do livro “Dança de Paixão” onde já se decorreram 4 meses após a morte de Sabine e Aurora encontra-se viúva e tutora da jovem Raven. E é aqui que começa realmente o livro.

Como um bom casamento, “até que a morte nos separe”, enquadra-se irónicamente neste livro, pois Nicholas aparece ressuscitado e com vontade de aproveitar o seu tempo perdido, ao lado da sua bela mulher. Fiquei muito desiludida com a cena em que Nicholas reaparece. Foi estranho e não criou um clímax como eu tinha imaginado. A autora podia ter feito melhor, como por exemplo, este podia ter aparecido num baile, chocando tudo e todos.

Tudo ficaria bem se Aurora ficasse contente pela chegada do marido, o que acontece é que esta  não acha a mínima piada, deixando Sabine muito frustrado, pois não era de todo a reacção que ele esperava.

Compreendo os motivos pela moça não querer Nicholas, ok já sofreu uma vez, pois apesar de ter sido um casamento forçado, lá no fundo ela o ama. Mas bolas rapariga, o moço está vivinho da silva, pronto para te aquecer os lençóis e tu dizes que não?!

O engraçado, é que Aurora não se sabe livrar das artimanhas de Nicholas para tê-la. Assim ele torna-se uma maldição (bem ardente por sinal! :P). E a impaciência de Aurora começa a esgotar-se, e para ajudar ainda mais à festa, Raven claro que fica do lado do irmão e ajuda-o a reconquistar a sua amada.

Aurora irritou-me por vezes, é das típicas personagens muito leal e preocupada com os outros, mas quando é ela própria, não é capaz de tomar as atitudes mais certas. Não acho que seja uma personagem forte, pois é uma personagem comum destes livros, infelizmente. Penso que a autora podia ter explorado melhor.

Tudo o que ela pensava já ter conseguido, segurança e estabilidade para o resto dos seus dias, é abalado por Nicholas. Na verdade a viuvez só a torna fria e sem emoção. E ainda rejeita o marido! Felizmente Nicholas não se dá por vencido tão facilmente e aos poucos vai libertando-a do muro que esta construiu à volta do seu coração.

Quando a Nicholas (no qual o seu verdadeiro nome é Brandon) gostei dele não pela sua determinação em conquistar a mulher que ama (quem é que não gosta de um homem assim) mas mesmo em termos de caracterização da personagem, acho que estava razoável. Ao longo do livro ficamos a saber um pouco mais sobre este desconhecido que no fundo é um herói em várias terras, atitudes que reflectem os ditames paternos, dos quais se rebelou quando fez 20 anos.

No final do livro há uma reviravolta que a mim pareceu-me previsível desde o início, mas que conseguiu dar mais adrenalina à trama. Aurora vê-se entre dois amores e tem de tomar uma decisão definitiva. A dama vê-se numa encruzilhada amorosa, e não querendo magoar nenhum deles, torna-se difícil a sua escolha.

Encerrando a opinião, Nicole Jordan tem uma imaginação, escrita e enredo satisfatórios. Não é autora que me deslumbre mas achei o livro num nível bom! Fiquei muito curiosa por ler o livro da Raven! Por favor, alguém que pegue nesta autora e publique os seguintes livros, já chega de começarem séries e não acabarem, arre!!

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Sugestões das fãs para as fãs / Re: Lisa Kleypas
« em: Dezembro 06, 2012, 21:41:58 pm »
Já li tudo o que há em pt da autora, li os dois da série Wallflowers da 5 sentidos e Um estranho nos meus braços. Entre todos o que gostei mais foi "Um estranho nos meus braços". Mas aqui ficam as opiniões de "Desejo Subtil" e "Sedução Intensa" (alguém leu este último?)

Opinião - Desejo Subtil
Depois de muito pesquisar e de ler as opiniões das meninas entendidas na matéria (vocês sabem quem são!) apercebi-me que Lisa Kleypas é uma das grandes autoras do romance histórico, figurada em inúmeras listas com os melhores romances de sempre dentro deste género.
Leitora ávida deste tipo de livros e muito agradada com a aposta da Porto Editora nesta autora, decidi que tinha mesmo de ler o livro Desejo Subtil primeiro livro da muito famosa série Wallflowers (em português “À flor da pele”, que não tem nada a ver com o título inglês). Confesso que comparado com o original “Secrets of a summer night” o título em português é um bocado mau, e agora já tendo lido o livro ainda sublinho mais a má escolha do título.
Penso que o objectivo seja dar a entender que estes livros são eróticos, quando na verdade não o são. São romances históricos, ponto. Claro que como em qualquer bom romance histórico, as cenas sensuais abundam, mas ainda vai uma grande distância até esta série ser considerada romance erótico.

As expectativas eram altas, admito. Depois de ter lido algumas opiniões e com base nos ratings do Goodreads (a maioria entre o 4 e o 5) pensei que este livro fosse um romance arrebatador de deixar qualquer leitora a suspirar por mais. Fiquei um pouco triste pois a leitura acabou por se revelar satisfatória mas nada por aí além. *sad face*

Neste livro temos a história de Annabelle Peyton, a mais velha das Wallflowers e consequentemente a mais desesperada para casar. Estando quase no limite da idade ideal para casar, Annabelle juntamente com as outras três senhoras tiveram uma temporada social de arrasar: em todos os bailes e festas foram constantemente ignoradas pelos cavalheiros.

Conscientes da sua poupa sorte mas sabendo que se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé, as quatro amigas elaboram um plano de acção: Unir esforços e encontrar um homem para cada uma! Adorei esta parte! girl power!

Como tal a primeira vítima deste plano é Annabelle, moça doce e romântica, sofre por a família não ter muitas posses após a morte do pai, e mesmo querendo encontrar um marido rico, lá no fundo o que deseja mesmo é alguém que a ame verdadeiramente.

Embora tenham escolhido um alvo, como qualquer plano perfeito, há sempre algo que não corre bem, e o que Annabelle não contava era com Simon Hunt, um homem demasiado convencido para seu gosto. Este desagrado por Simon, aumenta ainda mais quando este rouba um beijo que deixa a jovem sem resposta e acende a centelha de amor apagada há muito tempo.

Quando ao romance em si, não foi dos mais que gostei, apenas porque não senti grande química e paixão entre a Annabelle e o Simon. Na minha opinião, a relação entre os dois foi muito precipitada e precisava de mais história e de momentos mais românticos. Achei que, para quem não queria de todo casar com Simon, a protagonista rendeu-se completamente e aceitou muito facilmente a proposta de casamento deste. Felizmente este casamento de fachada transformou-se numa história não só de amor, como também de amizade e companheirismo.

Em termos de contexto histórico, este encontra-se bem desenvolvido, e contrariamente a tantos romances deste tipo que acabam por focarem-se mais no romance, apagando um pouco a História, a autora soube enquadrar bem certos momentos e consequências da Revolução Industrial. Por exemplo, a emergência da aristocracia que fez com que uma nova e próspera classe social de pessoas dedicadas ao comércio, como o caso de Simon (filho de um talhante) chegassem a um nível de conforto da sociedade. Gostei muito destes detalhes e é sem dúvida um ponto importante neste livro.

Em conclusão, Desejo Subtil revelou-se um bom livro de entretenimento, um romance leve com uma camada suave de erotismo, que se lê rapidamente e que nos faz ansiar pelo próximo.

Opinião - Sedução Intensa
Depois de um início grácil com o primeiro livro: “Desejo Subtil”, seguimos caminho até outra Wallflower, desta vez Lillian Bowman que irá encontrar o amor em Marcus Westcliff, um homem que não suporta nem um pouco.

Sabendo de antemão que o casal não simpatizava um com o outro, suspeitei logo que a leitura fosse divertida e de facto, gostei muito mais de “Sedução Intensa” do que de “Desejo Subtil”, simplesmente porque eu adoro um bom romance com choque de personalidades!

A construção das personagens está muito bem feita, vendo-se que a autora perdeu tempo a planear cada uma, algo que é importante, pois com tantos romances históricos semelhantes, as personagens acabam por confundir-se, mas sem dúvida que este casal ficará sempre recordado.

Westcliff é arrogante, teimoso e perspicaz. Sempre foi o melhor em tudo, durante toda a sua vida. Habituado assim, pelo pai, só a perfeição era aceitável. Por isso, hoje em dia é uma pessoa que deseja ter sempre a última palavra em tudo, não aceitando uma mulher que o desafie. Lillian é rebelde, respondona e pouco pragmática, atributos que não caem muito bem a uma dama. Mas ela é mesmo assim: não se encaixa (nem quer) no molde de uma senhora da sociedade Inglesa.

Claro que o mais gostei nesta obra foram as divergências entre os dois, pois ambos não poderiam ser mais diferentes: Westcliff não anseia casar, aliás para ele o casamento é um processo lógico e racional e não uma união de amor e paixão. Lilian pelo contrário já se encontra na idade para contrair matrimónio mas a falta de pretentes tende a dificultar a sua vida amorosa.

Esta hostilidade entre os dois, vai ser esquecida com a ajuda de uma poção de amor com efeitos afrodisíacos e um aroma perpétuo que unirá Lilian e Westcliff para sempre.

Lisa Kleypas tem uma maestria única de prender o leitor. As cenas de romance e paixão entre o casal são muito bem conseguidas, encontros secretos que nos deixam sem fôlego, tal é a atracção, sensualidade, magia e luxúria que preenche as páginas do livro. Gostei muito desta parte.

Claro que isto não passa despercebido às outras Wallflowers que insistem num relatório completo destes encontros. Lillian, sem hipótese de fuga contra as suas melhores amigas, não deixa de lado nenhum detalhe dos atributos de Lord Westcliff: o seu corpo másculo, os lábios sedutores e a incapacidade que este tem de pensar com clareza quando ambos estão juntos. É de louvar esta minuciosidade que a autora dá à amizade entre as 4 Wallflowers, gosto muito deste detalhe.

Tal como acontece no primeiro livro, o contexto histórico encontra-se bem construído e é sem dúvida uma mais valia que o livro possui.

As brigas e discussões entre eles são divertidas, espontâneas e dão um toque muito descontraído ao romance. De modo a apimentar o livro, junta-se ainda o melhor amigo de Marcus, Sebastian St.Vincent que trará alguns problemas ao casal mas que presumo que irá encontrar a felicidade no seu próprio livro, o terceiro “Devil in Winter” que estou ansiosa por ler pois vai ser muito engraçado ver, como o vilão deste livro se vai apaixonar!! Estou em pulgas.

Resumindo isto tudo em poucas palavras, “Sedução Intensa” faz jus ao título, é mesmo um livro intenso e picante, que não só nos traz histórias lindas pontuadas por toques, segredos e sussurros apaixonados como as personagens vibrantes encantam o leitor, deixando os sentimentos mais íntimos à flor da pele.

Se o primeiro livro para mim não teve qualquer impacto, sem dúvida que este segundo, saltou para o Top dos meus romances preferidos. Está mais que aconselhado!

1698
Sugestões das fãs para as fãs / Re: Lesley Pearse
« em: Dezembro 06, 2012, 21:38:14 pm »
A promessa é o proximo livro da autora?

Sim, no fim deste livro diz "A saga de Belle continua em A Promessa que a ASA publicará brevemente" e vem o 1º capítulo do novo livro.

1699
Sugestões das fãs para as fãs / Re: Sylvia Day
« em: Dezembro 06, 2012, 21:35:12 pm »
Também já li este e até o 2º, infelizmente o 3º que sairia agora dia 31 de Dezembro foi adiado para Maio de 2013  :-[

Opinião do 1º - Rendida
São vários os livros que estão a invadir o mercado da literatura erótica. Depois de "As cinquenta sombras de Grey" a nova aposta deste género é nos dada por Sylvia Day, uma autora completamente desconhecida do grande público mas que não é nenhuma novata no mundo editorial. Possui diversos livros publicados, incluindo a obra que vos vou falar hoje, "Rendida", primeiro volume da trilogia Crossfire, editado pela Porto Editora.

Como refere a sinopse, o livro apresenta Eva Tramell, 24 anos, solteira e boa rapariga que acaba de arranjar o trabalho dos seus sonhos numa das maiores agências de publicidade, dirigida pelo jovem Gideon Cross, um homem sexy, poderoso e rico. A atração entre os dois dá-se logo no primeiro capítulo e como em diversos romances, o interesse é mútuo, apesar de Eva tentar com todas as suas forças resistir aos avanços de Cross. Esta resistência não dura muito tempo e os dois envolvem-se numa violenta paixão, começando por uma amizade e sexo casual passando a uma relação intensa e de extremos, nada saudável.

São claras as influências que "Rendida" bebe da obra de E.L. James, Eva não é tão tímida como Anastasia, mas mesmo assim é uma rapariga simples, que vem de uma cidade pequena, mas com ambição de fazer uma carreira sozinha, e não quer nem pensar em relacionamentos. Cross é igual a Grey, jovem, um rico empresário, controlador, possessivo, traumatizado pelo passado, dominador. Para quem já leu as duas obras, é impossível não fazer comparações, aliás, a autora não esconde nada, nos agradecimentos, E.L.James é referenciada como a grande inspiração para este romance.

Então para quê ler este livro, se é igual a outro? Pessoalmente achei este livro melhor que o livro de Grey&Anastasia em termos de narrativa e pela protagonista. Sylvia Day tem uma escrita fluída e de melhor qualidade, prendendo o leitor até às últimas páginas e Eva também é bem caracterizada, apresentando-se não como uma inocente, virgem e tímida mas como uma mulher segura e madura que sabe o que quer, ou seja é uma personagem mais complexa. Gostei do facto de ela saber se impor perante os ciumes e o controlo feito por Gideon, mas também por mostrar que ela própria também é ciumenta e insegura.

Não há repetições *cof cof "deusa interior" ou "oh my"* nem tantas dúvidas e inseguranças, ou seja, a Eva dá 20 a 0 à Anastasia em termos de caracterização. Já Cross, achei-o praticamente uma cópia de Christian, controlador e verdadeira máquina sexual...Gideon e Christian podiam ser gémeos, pois há mínimas diferenças entre os dois. A autora poderia ter desenvolvido melhor a personagem, para que não se façam comparações destas. Devido ao livro se centrar na relação de Tramell e Cross, as personagens secundárias são um pouco abafadas pelos dois, não dando muito espaço para criarem uma ligação com o leitor, mesmo assim, a que mais gostei foi Cary, melhor amigo de Eva, que não aprova muito a relação da melhor amiga com o empresário, mas só quer que ela seja feliz. A mãe da Eva, irritou-me imenso, mas depois de descobrir a razão de ser tão protectora com a filha, comecei a entender o porquê de ser assim.

Como previ logo de início, o livro é recheado de cenas de forte conteúdo sexual, podendo incomodar alguns leitores que nãos estejam habituados a este tipo de cenas mais explícitas, o clima entre os protagonistas é de grande intensidade, e as cenas são de puro fogo. Ao princípio os encontros entre os dois transmitem bem os desejos de ambos, apenas querem momentos bem passados, sem compromisso, relações fortuitas com o único objetivo é dar e receber prazer mas à medida que a trama vai avançando, as cenas explosivas continuam mas passa de sexo casual, para uma relação séria. Os dois são insaciáveis, não se cansam. As cenas hot são constantes ao longo do livro, e tal como em "Cinquenta sombras de Grey" (é mesmo impossível deixar de comparar) aqui também há um início muito leve de uma relação D/S (dominador/submissa). Espero que a autora não siga este caminho, pois é totalmente desnecessário. Gostava que se centrassem mais no passado que ambos carregam e numa forma de ultrapassar os medos e inseguranças dos dois, sem ser através do sexo!

Não é um livro que tenha muito conteúdo, muita história, a maior parte centra-se na evolução da relação e nos encontros sexuais entre os dois. Se aconselho o livro? Bem, sim e não. Recomendo a quem gostou muito de "As cinquenta sombras de Grey" e queira ler mais livros do mesmo género...mas ao mesmo tempo é uma recomendação com reservas, pois vão achar o livro muito parecido. E também aconselho a quem não tenha gostado de "As cinquenta sombras de Grey" pela escrita ou pelas personagens, mas que goste de ler este tipo de romances.

Resumindo, eu gostei de ler "Rendida", mas não esperava que fosse tão parecido com "As cinquenta sombras de Grey", sinceramente "Bared to you" pode ser considerado quase plágio da obra de E.L.James. Espero que no segundo livro a narrativa tome um caminho mais próprio, e já não se note tantas similaridades.


1700
Sugestões das fãs para as fãs / Re: Lesley Pearse
« em: Dezembro 06, 2012, 21:28:45 pm »
Eu já li o novo, fui a correr comprá-lo, apesar de ter 3 da autora na estante :P

Opinião:
Há muito tempo que não lia nada de Lesley Pearse. De facto, de todos os livros editados pela ASA, apenas li dois e os restantes três estão a apanhar pó na estante. Com o lançamento de mais um livrinho, não resisti a ler a mais recente obra da autora, publicada neste mês pelo grupo Leya.

Sonhos Proibidos leva-nos até Londres, ano de 1910. Encontramos Belle, um jovem de 15 anos que não conhece outra realidade senão a do mundo da prostituição. Sempre viveu no Annie’s Place um bordel de luxo em Seven Dials, embora nunca tenha percebido completamente o que ocorria quando as habitantes de casa levavam os cavalheiros para os quartos de cima.

Esta curiosidade acaba por ser revelada da pior maneira, como diz bem na sinopse, Belle testemunha um assassinato. Este crime irá mudar para sempre o rumo da sua vida. Desprotegida, Belle é raptada e levada para Paris onde acaba por ser violada e vendida. Pior não lhe poderia acontecer, pensa o leitor, mas a verdade é que Belle acaba por viajar até à América, cidade de Nova Orleães onde irá trabalhar como prostituta de luxo no Martha’s, outro bordel. Daqui até ao final do livro, Belle segue o seu caminho, sozinha, não desistindo do seu sonho de menina, ter uma Chapelaria. Não culpando ninguém pelo que passou, encara todos os desafios da vida com a maior esperança, procurando um futuro melhor.

Passando ao que achei do livro, a trama de “Sonhos Proibidos” não poderia ser mais dramática. A autora é conhecida pelos seus enredos complexos e digamos a puxar para o triste, e este livro não foge à regra. Como mencionei acima, temos a prostituição, venda e comércio de raparigas que eram violadas e controladas por homens que buscam apenas a sua própria diversão. Não é um tema fácil de ler, e certamente poderá chocar os mais sensíveis, tal como me fez a mim, mas Lesley Pearse tem o dom de construir personagens fortes e sólidas, deixando-nos absortas do destino que Belle irá percorrer. O que quero dizer é que apesar de todo o mal e azar que a vida lhe proporcionou, Belle tentava tirar o maior proveito de todas as situações que enfrenta, acabando por se convencer que é a sua melhor escolha. Com uma garra inigualável, esta personagem é sem dúvida alma do livro.

Apesar da sua personalidade forte e corajosa, o tema central revolta e repugna qualquer leitor, mas é um alerta para uma das muitas crueldades que existem no mundo: o tráfico de crianças. Crianças inocentes que percorrem jornadas perigosas até ao final das suas vidas, ficando presas a um mundo de sofrimento que muitas vezes leva à morte. Embora a acção se passe em 1910, ou seja há mais de cem anos, hoje me dia em inúmeros países, o tráfico é bem real e assustador.

Apesar de todo o livro ser centrado em si, não podemos (nem devemos) esquecer as personagens secundárias que também contribuem para a riqueza do livro. Temos Ettienne, o homem encarregue de levar Belle para a América, e apesar desta tarefa ilegal, percebemos que é um homem com um bom coração e um  trabalho ingrato. Jimmy, o primeiro amor de Belle, que a conheceu antes de ser levada e que fará de tudo para a recuperar, juntamente com Mog, protectora de Belle, desde o seu nascimento. Apesar de não aparecer muito, Annie, a verdadeira mãe, também é um ponto importante no livro, pois percebe que tudo o que fez para proteger a filha do mundo da prostituição foi em vão.

Não é uma leitura fácil mas que recomendo sem dúvida tanto pela pesquisa da autora como pela própria personagem, um exemplo coragem.

Como ponto negativo tenho apenas dizer que a capa não condiz minimamente com a história. Podiam ter escolhido outra imagem, pois a modelo nem se parece com a Belle, que é morena. Mas louvo a ASA por ter traduzido o livro numa linguagem directa e frontal sem meias palavras nem rodeios, aqui não há meios termos, sendo usado muitas vezes o vocábulo "puta".

Mais uma aposta forte da ASA, resta-me esperar pelo próximo livro  - "A Promessa" que promete (brincando um pouco com o nome) ser outra leitura emocionante, onde iremos acompanhar mais um aventura desta pequena guerreira, Belle.




É um história muito densa e dramática, mas eu gostei bastante :D

1701
Sugestões das fãs para as fãs / Re: PAULLINA SIMONS
« em: Dezembro 06, 2012, 21:25:21 pm »
Eu gostei muito deste, agora é esperar pelo 2º..

Opinião:
Um triângulo amoroso no meio da Segunda Guerra Mundial. É a isto que se resume o livro “O Grande Amor da Minha Vida – O Cavaleiro de Bronze”, 1º livro da trilogia Tatiana e Alexander da autora russa Paullina Simons. Mas isto é apenas uma síntese do que as 700 páginas deste livro me transmitiram ao longo de duas semanas de leitura.

O livro tem como pano de fundo a Rússia dos anos 40, quando é invadida pelos alemães a mando de Hitler. Nesta Rússia ameaçada pelos nazis, conhecemos na cidade de Leninegrado, Tatiana de 17 anos, muito madura e consciente da situação que o seu país atravessa mas esperançosa no seu futuro. Devido à sua gula por gelados, conhece Alexander, um soldado do Exército Vermelho. They fall in love. E é este amor que nos irá prender, emocionar, fazer rir e chorar durante todo o livro.

Eu não vou contar a história, pois a magia deste livro é mesmo ler (ou devorar) todas as frases, todas as palavras e sentir a magia, a alegria, a mágoa, o drama, o sofrimento que este livro nos trás. A escrita da autora é viva, aquele tipo de escrita que nos transporta para acção, que nos leva para o interior das personagens. Damos por nós a sentir o que as personagens estão a sentir e a viver o amor do par protagonista. Sendo um romance histórico, os detalhes e descrições da guerra e de outros acontecimentos políticos não são poupados, e foi muito bom ver todo o enquadramento, principalmente quando é tão bem construído e detalhado. A pesquisa histórica está muito bem feita e pude realmente aprender algo. Adoro isso num bom livro.

Eu adorei a Tatiana, apesar da sua tenra idade, a personagem sofre uma evolução enorme ao longo do livro, a Tatiana das últimas páginas não é de todo a Tatiana no início deste livro. Ela é adorável, amiga, forte, inteligente (mesmo com 17 anos, consegue compreender bem as políticas do seu país, a guerra e o comunismo). Talvez a minha cena favorita é quando ela decide comprar um gelado, mesmo sabendo que a Rússia está prestes a ser bombardeada e que brevemente a sua vida irá mudar, mesmo sabendo que o futuro não é risonho, a esperança é sempre a última a morrer e até num clima de guerra, de fome e de miséria, há felicidade. Para Tatiana, aquele gelado era o seu último momento de felicidade genuína. E digamos que, se não fosse o gelado, não teria conhecido o amor da sua vida, o belo e gentil Alexander, um herói vindo da América e agora a lutar e representar a Rússia, o país que escolheu para ser o dele. Apanhado por um triângulo amoroso, irá sofrer pelo amor de Tatiana mas no fim tudo irá valer a pena.

Não é um romance bonito, como talvez algumas leitoras pensam, nem é uma história de amor destinada ao público feminino. É um livro forte que retrata um amor heróico, impossível de abalar. Um livro de qualidade que recomendo sem dúvida.

1702
Sugestões das fãs para as fãs / Re: Sarah Sundin
« em: Dezembro 06, 2012, 21:23:06 pm »
Tmb já li "Nas Asas da Memória" que não gostei particularmente...

Opinião
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1703
Sugestões das fãs para as fãs / Re: Célia Correia Loureiro
« em: Dezembro 06, 2012, 21:20:25 pm »
Entretanto também já li o "Funeral da Nossa Mãe", gostei muito, mas espero que a autora saia do registo de "romance rural" porque se todos os livros dela forem assim, torna-se repetitivo.

Opinião
Depois de no início deste ano ter lido “Demência” o livro de estreia da jovem autora Célia Correia Loureiro, eis que chega agora ao mercado, novamente com o carimbo da Alfarroba, o segundo romance “O funeral da nossa mãe”. Após ter lido o primeiro livro, esperava ansiosamente por mais um livro da Célia e só tenho a dizer que esta rapariga vai longe!

Mais uma vez, viajamos até ao interior do país, desta vez até Vila Flor, no Alentejo. É aqui que três irmãs se irão reencontrar e reatar os laços de família há muito perdidos. Luísa, Cecília e Inês. Muito diferentes mas também bastante iguais.

Comecemos por Luísa, a irmã mais velha, mais orgulhosa, pragmática e racional. Após a separação dos pais, nunca perdoara a mãe por ter ficado sem o pai Lourenço, virando-lhe as costas depois da morte deste. Saiu do país que não lhe fascinava e é bem-sucedida em Gestão. Cecília, a do meio, dotada de um talento inigualável para a música, deve a sua paixão pelo piano e pela música à bisavó Palmira, que nunca a veria em palco. Muito delicada e frágil, apaixona-se por Vicente, procurando um refúgio em alguém     que lhe dê estabilidade, mesmo que as irmãs não aprovem este amor. Inês, como a própria autora a caracteriza, é a mais desconfiada, talvez por ter sofrido um grande golpe enquanto criança.

Quando a mãe das três raparigas, Carolina se suicida, todos ficam intrigados com esta morte súbita, pois nada levava a crer que Carolina fosse infeliz (apesar da distância entre a progenitora e as três filhas). Curiosas e com a ajuda da tia Elisa, Luísa, Cecília e Inês recuaram até ao passado, aos tempos de juventude dos pais e descobriram um poço de segredos e intrigas que acompanharam sempre a vida de Carolina e Lourenço.

A escrita da autora mantém-se no mesmo nível de qualidade, convidando o leitor ao Alentejo rural, tão Português, com direito a tudo o que é típico das comunidades mais pequenas e isoladas: a entreajuda, respeito, união dos vizinhos quando se realiza o funeral de Carolina e as festas da aldeia, às quais, Carolina obriga que as filhas compareçam, de modo a honrarem a sua memória.

Como disse a trama é contada através do passado e intercalando com o presente, pontuada por revelações e descobertas que criam todo o enredo num clímax, não há uma grande revelação que abale toda a história, há vários desvendares que nos mostram toda a mágoa, as mentiras e jogos que Carolina cometeu e que Lourenço sofreu. Os fragmentos das acções cometidas pelos dois vão afectar para sempre o rumo das irmãs Esteves.

Em termos de narrativa não há nada a apontar, eu adoro ler romances portugueses, romances que falem da cultura e tradições     que só quem é Português é que percebe! E dou o valor à Célia por escrever história tão bonitas, românticas, actuais, bem como ela própria diz: “histórias que não são a história de ninguém, mas serão certamente a história de alguém.”

De resto, talvez o único ponto negativo que tenho a apontar é o facto de muitas vezes não haver parágrafos e serem páginas e páginas como um grande bloco de texto, e que cansaram-me um bocadinho. Não encontrei erros gramaticais, nem senti falta de vírgulas ou pontos finais. O vocabulário da autora é bom e adequado ao tipo de história que apresenta.
Concluindo, foi um livro que me deu grande prazer em ler e tenho de dar os parabéns à autora, pela sua tenra idade, já vai no seu segundo romance. Já estou à espera do próximo!

1704
Novidades e Informações / Re: Participantes do fórum desaparecidas
« em: Dezembro 06, 2012, 21:15:34 pm »
Saiu do Forum? :o

Sabes porquê?

Sei, mas não vou estar aqui a dizer, porque não me compete a mim....  :) As razões são dela!

A sério?? Oh....eu bem andava a sentir a falta dela! A minha companheira das leituras distópicas  :'(
Se falares com ela, manda-lhe um beijinho e diz-lhe que tenho mesmo muitas saudades de ler as opiniões dela...
Ela que volte!!!   :'(



Olá Yunnah! Pois é, a tua campanha eleitoral deu resultado  ;)

Bem confesso que fiquei com os olhos a brilhar com este teu post  :)

Por vezes sou um bocado exagerada (não é defeito,é mesmo feitio infelizmente  :-[) e tomo decisões impulsivas e radicais..e depois arrependo-me.  Mas também fez-me bem ficar afastada do fórum durante este tempo, deu para sentir saudades e com vontade de participar (algo que já não tinha muito). Venho mudada, sem dúvida (para melhor). Vou então colocar algumas opiniões que escrevi, infelizmente nenhuma é distópica :( é tudo romances sensuais eheh  :P

beijinhos a todas :D

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